segunda-feira, 23 de setembro de 2019

NAIR PORTELA E JOÃO DE DEUS NEGOCIAM DOAR PRÉDIO FUNCIONAL DA UFMA PARA A PREFEITURA E GOVERNO DO ESTADO

O referido prédio corre o risco de ser doado sem o consentimento do Conselho Universitário e da comunidade local



Recebemos a informação de que a Reitora da Universidade Federal do Maranhão, Nair Portela juntamente com o Pró Reitor João de Deus, estão em plena negociação para doar por tempo indeterminado, isso mesmo, doar um prédio da UFMA localizado no Distrito Industrial. 

O prédio é patrimônio da UFMA, e está há 4 anos abandonado pela gestão de Nair Portela, podendo suprir diversas necessidades que a universidade tem, mas não foi utilizado para absolutamente nada, acarretando em abandono total do prédio, ficando assim na obsolescência. 

Agora está prestes a ser doado para a Agência Metropolitana do Governo do Estado em conjunto com a Prefeitura Municipal de São Luís, com a finalidade de funcionar o Centro de Controle de Zoonoses Metropolitano, sem que houvesse qualquer discussão ou consulta prévia com a comunidade local, nem mesmo com conselho da universidade, o que pode se tornar uma decisão arbitrária da reitora, somado às diversas deliberações que a mesma vem tomando por conta própria e com a sua "cúpula", decidindo "por baixo dos panos" ações que envolvem o futuro da UFMA, como por exemplo, a questão do Restaurante Universitário ter sido denunciado, quando houve recentemente  tomadas de licitações às pressas, e agora, dilapidar um patrimônio público.

Logo revelam-se inconveniências: como o Centro de Zoonoses Metropolitano pode ser feito na área do Distrito Industrial? A previsão de investimento é de R$ 2 milhões para a construção de canis onde serão colocados animais com Leishmaniose visceral (calazar), contaminados com o vírus da raiva e os demais a serem apreendidos em São Luís; com retorno da famosa “carrocinha” para apreensão desses animais tanto na zona urbana/metropolitana de São Luís como também em outros municípios. 

Ou seja, se tornará um grande matadouro de animais, como era o antigo Centro de Zoonoses, onde inclusive haverá construção de um incinerador para que os animais sejam sacrificados (eutanásiados e queimados). Esse fator prejudicará a comunidade e indústrias ao redor em decorrência do odor dos animais queimados.

Essa doação está sendo realizada pela reitora sem consulta ao Conselho Universitário – CONSUN e sem dialogar com a comunidade acadêmica. Estão dilapidando o patrimônio da universidade no final da gestão sem consultar a ninguém! Afinal, o que a UFMA ganha ao doar um patrimônio seu? Nada! Não há contrapartida por parte do Governo do Estado nem da Prefeitura Municipal de São Luís, simplesmente está acontecendo o inverso do que interessa à Universidade. Ao invés de buscar patrimônio e recursos que agreguem melhorias para a estrutura, estão simplesmente acabando com isso.

Há necessidade de realizar esta denúncia, não apenas para que a comunidade esteja ciente, mas para que o próprio Ministério Público Federal – MPF tome providencias, pois os reitores não podem simplesmente doar um prédio estruturado (inclusive com área de restaurante) para o Governo do Estado do Maranhão. Trata-se de mais uma demonstração de que Nair Portela, juntamente com o Pró Reitor João de Deus, estão alinhados com o projeto comunista, no qual há possibilidade de este ser um pedido direto do governador. Como João de Deus queria ser reitor desse jeito?

Uma prova clara de que a Reitora Nair Portela e o Pró Reitor João de Deus estão alinhados com este governo comunista, pois o certo é que a Universidade busque progresso e melhorias em sua estrutura, e não a dissipe em troca de nada.

Outra questão é como o Centro de Controle de Zoonoses funcionará em um local de distância enorme e de difícil acesso, uma vez que não há transporte? As pessoas precisarão ir de carro ou mesmo andando. Isso é algo que preocupa não somente os funcionários do Centro de Zoonoses do Município de São Luís, mas também os funcionários de Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa que serão obrigados a se deslocarem até lá. A revolta e indignação dos funcionários também é geral, pois o mais aceitável é que se escolhesse um local melhor centralizado.

É necessário que o Ministério Público Federal atente para estes detalhes e tome atitudes cabíveis a fim impedir que tais sandices aconteçam.

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