quinta-feira, 21 de outubro de 2021

César Pires destaca trajetória e faz reconhecimento ao jornal O Estado

A história do jornal O Estado do Maranhão foi destacada na sessão desta quinta-feira (21) pelo deputado César Pires, que fez um reconhecimento da importância do matutino que encerrará suas atividades neste fim de semana, quando circulará sua última edição impressa. “Foi um importantíssimo veículo de comunicação que deu espaço às ideias, às angústias e as reivindicações de tantos maranhenses”, ressaltou ele.


César Pires fez um breve relato histórico de O Estado, desde a sua fundação há 62 anos pelo ex-presidente José Sarney e o jornalista Bandeira Tribuzzi, lembrando que o jornal foi uma escola para a formação de tantos jornalistas quando ainda nem havia uma faculdade de comunicação no Maranhão. E ao longo de seis décadas se consolidou como o maior jor5nal impresso do estado, sempre investindo na qualidade gráfica, na modernização e na produção do conteúdo de credibilidade.

“O jornal contribuiu demais para o desenvolvimento do Maranhão, proliferando ideias, atendendo aos reclamos populares. Quantas vezes vi naquelas páginas serem veiculados anseios, reclamações, ponderações, angústias do povo do Maranhão. Vi pessoas como eu, para dar exemplo dos inúmeros Césares, Joãos e Antônios que não tiveram oportunidade, como eu tenho, de enaltecer a história de um dos mais belos matutinos da história do Maranhão”, declarou César Pires.

O deputado destacou ainda que O Estado foi o primeiro jornal online e precursor da policromia em suas páginas, assim como inovou ao criar o Caderno Alternativo para veicular aquilo de mais forte há no Maranhão, que é a sua cultura. “Sou feliz por ter participado dessa história, desde quando veiculava as minhas angústias como líder da oposição, na primeira página, na página três ou na Coluna Estado Maior. E me refiro às inúmeras pessoas que também tiveram a oportunidade de um dia veicular as suas ideias no jornal O Estado do Maranhão, sem segregações

A credibilidade de O Estado foi construída por grandes nomes da Academia Maranhense de Letras, como Ferreira Gullar, José Sarney, Bandeira Tribuzi, Joaquim Itapary, Benedito Buzar, Lino Moreira, e do jornalismo maranhense, como Ribamar Correa, Clóvis Cabalau, Carla Lima, Marcos D’Eça e Gilberto Leda. “Todos fazem parte de uma história memorável e digna. O jornal finaliza sua circulação, mas jamais morrerá, porque deixou legados indestrutíveis da sua contribuição para o desenvolvimento do Maranhão. É um dos mais nobres e corretos informativos que tivemos no Maranhão. Minha gratidão a tudo aquilo que o jornal fez pelos maranhenses”, finalizou César Pires.
Por Gilberto Léda

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Hospital Veterinário Universitário da UEMA passará a funcionar aos sábados

O HVU-UEMA é um Hospital Veterinário Universitário, criado em 1977 com o objetivo de complementar a estrutura de funcionamento do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão. Desse modo, a manutenção de rotinas clínico cirúrgicas é empregada para dar suporte acadêmico aos alunos de graduação e pós-graduação, que utilizam as dependências do Hospital como espaço para práticas acadêmico-científicas e fonte de dados para trabalhos científicos. Para além, visando a prática de extensão universitária e benefício a comunidade do entorno, o HVU-UEMA passará a funcionar aos sábados, das 7h30 às 17h.

A decisão é parte do objetivo do HVU-UEMA para cumprir o determinado na RESOLUÇÃO Nº 1137/2016 do Conselho Federal de Medicina Veterinária e, de receber a Acreditação do Programa de Residência em Medicina Veterinária.

A Resolução trata de cenários fundamentais de aprendizagem relacionados a Hospital Veterinário de Ensino, Clínica Veterinária de Ensino e Fazenda de Ensino, para formação do Médico Veterinário, e dá outras providências. De acordo com o artigo 4, Hospital Veterinário de Ensino deve permitir o atendimento clínico e cirúrgico de animais com objetivo didático sob a responsabilidade técnica e presença permanente de docente médico veterinário, com prestação de serviços ao público interno e externo durante 24 horas.

A Acreditação dos Programas de Residência e Aprimoramento Profissional em Medicina Veterinária, regulamentada pelas Resoluções CFMV nº 1094/2015 e 1076/2014, tem como objetivo reconhecer a competência dos melhores cursos de treinamento em serviço oferecidos no país. O selo de qualidade emitido pelo CFMV serve como referência para profissionais que buscam programas com os mais altos padrões de capacitação, e como um estímulo para o aperfeiçoamento dos programas de aprimoramento profissional e residência. Um dos requisitos para a aquisição do selo é o funcionamento do HVU-UEMA em tempo integral.

Fonte: ASCOM HVU

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Conheça as novas leis publicadas a partir de proposições dos vereadores da Câmara

 Os parlamentares Dr Gutemberg, Fátima Araújo e Concita Pinto são os autores

A cidade de São Luís conta, a cada dia, com novas leis criadas pelos vereadores da Câmara Municipal para melhorar a vida das pessoas. Na edição do Diário Oficial do Município (DOM) do último dia 8 de outubro, novas leis municipais foram publicadas, oriundas de proposições dos parlamentares, com o objetivo de ampliar debates sobre temas importantes e valorizar instituições que prestam serviços à população. Conheça abaixo algumas das novas leis:

Conselheiros tutelares

A Lei nº 6.926/21 incluiu no calendário do município o Dia Municipal pela Valorização dos Conselheiros Tutelares, após proposição do vereador Dr. Gutemberg (PSC). Em São Luís, são 50 conselheiros tutelares e 100 suplentes. A proposta visa ampliar os conhecimentos acerca do trabalho desenvolvido por esses profissionais, e, assim, valorizá-los.

Conscientização sobre combate ao AVC

Também por meio de proposição do Dr. Gutemberg foi instituído, no calendário de São Luís, o Dia Municipal de Prevenção, Orientação e Combate ao AVC (Acidente Vascular Cerebral), que também foi incluído no Calendário Oficial de Eventos do Município de São Luís. Com a instituição da data, será possível ampliar debates sobre o tema, que ainda gera dúvidas e desconhecimento em grande parte da população.

Instituto Dica Ferreira

Por meio de proposição da vereadora Fátima Araújo (PCdoB), o Instituto Dica Ferreira é considerado, agora, de utilidade pública, no âmbito de São Luís. O instituto foi criado para promover a melhoria da qualidade de vida dos moradores do Coroadinho e adjacências, que desenvolvem o empreendedorismo a partir das potencialidades comerciais do bairro, objetivando seu crescimento econômico e social.

Igreja Evangélica Missão Celestial

Com a Lei 6.930, também de autoria de Fátima Araújo, a Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal também passou a ser considerada de utilidade pública.

Instituto Adson Fernando Ferreira Araújo (IAFFA)

Por meio da Lei nº 6.928, também passou a ser considerado de utilidade pública o Instituto Adson Fernando Ferreira Araújo, por meio de proposição da vereadora Concita Pinto (PCdoB).

Acompanhe as redes da Câmara para continuar por dentro dos projetos discutidos na Casa e que impactam diretamente a sua vida.

(Câmara de SLZ)

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

“Quanto mais cara a gasolina, melhor para Flávio Dino”, afirma Edilázio

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD), nas redes sociais, criticou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), por já ter se posicionado contrário ao projeto aprovado na Câmara Federal que estabelece um valor fixo do ICMS em todo Brasil e que deve diminuir o preço dos combustíveis.


Para Edilázio, “quanto mais cara a gasolina, melhor para Flávio Dino”, afirmou Edilázio, que lembrou, que mesmo na crise e na pandemia, o Maranhão arrecadou R$ 500 milhões a mais que em 2020, com os aumentos do diesel, gasolina e gás de cozinha.

Diante dessa constatação, afinal contra números não existem argumentos, Edilázio questionou onde vai parar todo esse recurso.

“Esse é o valor arrecadado pelo Governo do Maranhão com os impostos sobre os combustíveis e gás de cozinha! Por isso, o governador não aceita o projeto que aprovamos na Câmara dos Deputados, na última semana, que muda o cálculo do ICMS, reduzindo os preços cobrados hoje. Para aonde foi todo esse recurso?”, questionou.

É obvio que Flávio Dino não irá responder.

Por Jorge Aragão

sábado, 16 de outubro de 2021

Dia da alimentação alerta para relação entre fome e mudança climática

Neste sábado (16) é comemorado o Dia Mundial da Alimentação. Organismos internacionais, governos e entidades da sociedade civil realizam atividades com o objetivo de chamar a atenção para o desafio de combater a fome e a insegurança alimentar no mundo e em cada país, como o Brasil.


Neste ano, a mobilização teve como tema Melhor Produção, Melhor Nutrição, Melhor Meio Ambiente e Melhor Qualidade de Vida. Esta edição da iniciativa levanta a questão da relação entre as mudanças climática e a produção de alimentos no mundo.

A Organização das Nações Unidas, por meio de seu braço para agricultura e alimentação (FAO), divulgou mensagens lembrando que ainda há mais de 2 bilhões de pessoas no mundo que não conseguem ter acesso a uma alimentação saudável.

O Dia Mundial da Alimentação serve para conscientizar as pessoas sobre a importância de garantir que todos tenham acesso a alimentos suficientes, seguros, diversificados e nutritivos.

Mudanças climáticas

As mudanças climáticas se manifestam de diversas formas, pelo aumento da temperatura da Terra, escassez de água e eventos extremos como enchentes e tempestades de areia, como recentemente registradas em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Artigo publicado nesta semana na revista Nature por pesquisadores da Alemanha, Estados Unidos e Suíça apontou que as mudanças climáticas induzidas por seres humanos já impactaram 80% da área e 85% da população da Terra.

Em setembro, a entidade de pesquisa britânica Chatham House divulgou relatório alertando que as mudanças climáticas podem ser irreversíveis entre 2040 e 2050 se não houver redução das emissões de carbono.

O tema será um dos assuntos centrais da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), que ocorrerá entre 31 de outubro e 12 de novembro na cidade de Glasgow, na Escócia.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP, na sigla em inglês), a crise climática ocasionará um aumento exponencial da fome se não houver ações para proteger as comunidades dos choques climáticos.

Brasil

Projeção no Congresso Nacional dá início as ações do Dia Mundial da Alimentação no Brasil - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


No Brasil, as ações da mobilização começaram nesta semana. Na quarta-feira (13), foi feita uma projeção no prédio do Congresso Nacional com imagens de alimentos para marcar o dia e buscar colocar a pauta para as autoridades políticas.

Segundo Rafael Zavala, representante da FAO no Brasil, a pandemia revelou a fragilidade das sociedades, com crise da saúde, recessão econômica, aumento da insegurança alimentar e da desigualdade, atingindo sobretudo as populações mais vulneráveis, como ocorre no Brasil.

“O desafio do Brasil está em mudar a forma como produzimos, como consumimos e como descartamos os alimentos. Estes são três fatores-chave para uma transformação efetiva em nossos sistemas agroalimentares, com uma cultura de consumo mais consciente que diminua o preço dos alimentos, além de práticas agrícolas e pecuárias sustentáveis que nos permitam atender à crescente demanda por alimentos, reduzindo drasticamente o desperdício e as perdas globais”, destaca Zavala.

O representante do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil, Daniel Balaban, pontuou que a mudança envolve tratar a alimentação como direito básico. “Promover a agricultura familiar, fortalecer programas como os de alimentação escolar e estimular a produção e o consumo sustentáveis devem estar entre nossas prioridades. Hoje, mais do que nunca, precisamos unir forças para enfrentar os desafios juntos”, coloca.

Na avaliação do Coordenador de Amazônia do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Rodrigo Noleto, o modelo agropecuário brasileiro provoca impactos nas mudanças climáticas com a expansão desenfreada da plantações e criações de animais, que debilitam o meio ambiente. Seria importante, de acordo com ele, uma valorização maior da agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais, inclusive por meio de políticas públicas, como ocorre no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“É importante que comunidades tradicionais forneçam para as suas próprias comunidades. Isso traz alimentos mais saudáveis, além de agregar valor e renda para quem produz. É válido que os alimentos ultraprocessados parem de ser fornecidos para essas comunidades. Isso diminui o transporte, sem levar alimentos de uma distância muito grande. Tudo isso está relacionado com mudanças climáticas”, analisa Rodrigo Noleto.

Segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), 19 milhões de brasileiros passaram fome em 2020, e mais da metade das casas (cerca de 116,8 milhões de pessoas) vivenciou algum tipo de insegurança alimentar.

Ações governamentais

Em nota à Agência Brasil, o Ministério da Cidadania afirmou que tem atuado para fortalecer os programas sociais e criar uma rede de proteção para segmentos mais vulneráveis. Nos programas Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada e Auxílio Emergencial foram investidos R$ 102,02 bilhões em 2020. Em 2021, o auxílio emergencial teve seu valor reduzido.

Em agosto, o governo federal enviou ao Congresso a Medida Provisória 1.061, que instituiu o programa Auxílio Brasil, que revoga o Bolsa Família e cria novos benefícios. Segundo o Ministério, a proposta terá aumento do número de famílias atendidas e dos valores, embora esses números ainda não tenham sido divulgados.

Outra ação prevista na MP é o programa Alimenta Brasil, que reformulará o Programa de Aquisição de Alimentos, por meio do qual o Poder Público comprava produtos da agricultura familiar. Ainda conforme a pasta, será disponibilizado um auxílio a agricultores em situação de pobreza e pobreza extrema por três anos. O valor do benefício não foi informado.

Por Agência Brasil

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Câmara de São Luís celebra o Dia do Professor

Membros da Comissão de Educação da Casa falaram sobre importância de promover melhores condições de trabalho para a categoria

O Dia do Professor é comemorado no Brasil no dia 15 de outubro. A data foi estabelecida no ano de 1963, pelo decreto nº 52.682, durante o governo de João Goulart. A comemoração homenageia a importância do professor e reconhece a relevância do trabalho destes profissionais no desenvolvimento de todas as pessoas.

A profissão apresenta muitos desafios e por conta da pandemia foram surgindo outros. Durante quase dois anos as escolas ficaram fechadas e a dinâmica do ensino sofreu mudanças e adequações. O ambiente educacional migrou para plataformas digitais, com uma nova forma de ensinar, durante este processo muitos professores continuaram compartilhando conhecimento e incentivando os alunos.

O momento atual é de volta às aulas presenciais, depois de um longo período dos alunos e professores longe das escolas, a retomada é marcada por otimismo e esperança de que o ensino vai continuar ajudando no crescimento dos jovens e adultos

O vereador Marlon Botão (PSB) destacou o trabalho desenvolvido pelos professores. “O dia do professor, da professora, deveria servir para que todo brasileiro fizesse a seguinte reflexão: ‘o que seria de mim sem os meus professores?’. A educação é o único caminho para emancipar o homem, como dizia Brizola. E nesse contexto, os professores que passam por nossa formação têm papel fundamental. Um bom professor tem o poder de mudar vidas, de salvar vidas”, disse.

Valorização

Existem aproximadamente 2,6 milhões de professores no nosso país, dos quais 2,2 milhões lecionam na educação básica. Diariamente os profissionais atuam na formação de crianças e jovens, capacitando as novas gerações.

Cabe ressaltar que a data serve também para alertar para o descaso e desvalorização desse profissional, principalmente na questão salarial.

Marlon Botão informou que é preciso garantir condições dignas para o ensino escolar e para os professores. O parlamentar acrescentou que os vereadores devem apoiar projetos para garantir escolas dignas em toda a cidade, com boa infraestrutura e material didático de qualidade para que os professores possam desempenhar seu papel de forma plena.

“Minha maior homenagem aos professores de São Luís é continuar trabalhando na Câmara Municipal para garantir os direitos e a valorização dessa categoria tão importante para nossa sociedade e para nossa democracia”, acrescentou.

O vereador Andrey Monteiro (Republicanos) ressalta que o crescimento de uma comunidade está relacionado à educação. “É preciso lembrar que o melhor desenvolvimento da nossa cidade está ligada diretamente à educação e, para melhorar a educação, precisamos garantir melhores condições de trabalho para os nossos professores. Ser professor é ser inspiração para a vida! São profissionais que mesmo com tantas dificuldades e desvalorização, exercem a profissão com muito amor e dedicação”, disse.

Para o republicano, os professores são profissionais que merecem todo o respeito da sociedade. “Minha completa admiração aos profissionais que se dedicam nessa missão de educar! Vamos todos juntos por uma educação de qualidade. Os professores são responsáveis pela transformação do nosso futuro”, concluiu Andrey Monteiro.

(Câmara de SLZ)

Governo federal autoriza complemento ao orçamento do Censo 2022

 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje (15) que a Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento autorizou a complementação de cerca de R$ 292 milhões ao orçamento do Censo Demográfico 2022. Com a emenda ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022, a pesquisa receberá R$ 2.292.907.087.


O PLOA 2022 foi enviado ao Congresso Nacional em 31 de agosto com a previsão de R$ 2 bilhões para a realização da pesquisa, que é a mais completa executada pelo IBGE e serve de base para outros estudos e índices calculados pelo instituto. O IBGE destacou na época que o valor não era suficiente, e que eram necessários os R$ 292 milhões adicionais, valor que foi confirmado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste mês, em resposta a um pedido de informação do ministro Gilmar Mendes.

Na nota divulgada hoje, o instituto informa que a Secretaria do Tesouro considerou “possível” a ampliação do orçamento do censo nos termos esclarecidos pelo instituto ao Supremo. Os recursos complementares sairão do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), supervisionado pelo Ministério da Economia.

O instituto ressaltou que a adequação do PLOA-2022 ao detalhamento do projeto orçamentário do IBGE “demonstra a importância da sintonia entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário no sentido da realização do Censo Demográfico em 2022, beneficiando a população brasileira nas suas várias dimensões”.

O Censo Demográfico é uma pesquisa realizada em todo o país a cada 10 anos, e sua última edição foi em 2010. Por causa da pandemia da covid-19, a pesquisa não foi realizada em 2020, e cortes no orçamento de 2021 provocaram um novo adiamento neste ano.

O Projeto da Lei Orçamentária de 2021 chegou a prever R$ 2 bilhões para a realização da pesquisa, mas a verba foi reduzida durante a tramitação e restaram apenas R$ 53,3 milhões. O corte de recursos levou o IBGE a cancelar a realização do censo neste ano, já que a verba era insuficiente até para o treinamento dos técnicos.

A realização do censo em 2021 chegou a ser garantida por uma liminar do então ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, em abril. O plenário da corte, porém, decidiu que, por causa da pandemia da covid-19 e do tempo necessário para elaborar a pesquisa, o censo poderia ser feito em 2022, com os trabalhos de preparação começando este ano.

Por Agência Brasil